quarta-feira, 7 de maio de 2008

Opinião de Luísa Bessa: Mais ricos e mais pobres

Há anos que se debate se a globalização tem contribuído para aumentar ou diminuir a desigualdade de rendimentos. É inequívoco que a abertura dos mercados tem tirado da pobreza milhões de pessoas dos países em desenvolvimento, sobretudo da Índia e da China, mas não só.
Há anos que se debate se a globalização tem contribuído para aumentar ou diminuir a desigualdade de rendimentos. É inequívoco que a abertura dos mercados tem tirado da pobreza milhões de pessoas dos países em desenvolvimento, sobretudo da Índia e da China, mas não só.
São esses os principais ganhadores com a globalização e as suas populações estão entre os principais beneficiados. Uma mais-valia para toda a humanidade, que aparece agora inesperadamente em risco pela subida dos preços dos alimentos.
Mas é o capital o maior ganhador. Sem pátria e sem cor, desloca-se para onde os factores são mais competitivos, fazendo histórias de sucesso num lado e deixando um rasto de vazio no outro, sobretudo em regiões com dificuldade de substituir as actividades que saem por outras onde possam ser mais competitivas. O que explica que os países desenvolvidos sejam penalizados pela globalização, mas as suas grandes empresas não.
A China é um caso particular em tudo isto. Sendo desde há anos o principal financiador dos Estados Unidos está hoje em condições de passar a um estádio superior. Há capitais chineses em quantidade, disponíveis para comprar empresas americanas, tirando partido da desvalorização do dólar, como o fizeram os japoneses nos anos 80, o que está a fazer soar as campainhas de alarme em Washington. Se aí vêm medidas proteccionistas ou outro tipo de reacção, é o que ainda está em aberto e que só poderá ficar esclarecido depois das eleições presidenciais de Novembro.
Outro ponto assente é o crescimento das desigualdades dentro dos países, notavelmente nos Estados Unidos, tendência em que Portugal não é excepção, com o trabalho em níveis historicamente baixos na distribuição da riqueza. Nos Estados Unidos continua a ser notícia as estatísticas da desigualdade salarial, com o disparo das remunerações dos gestores de topo e a estagnação, ou mesmo o recuo em termos reais dos salários médios.
O tema tem dado pano para mangas. Os defensores do mercado argumentam que as retribuições dos gestores se justificam pela necessidade de reter o talento e de encontrar as pessoas certas para cumprirem objectivos cada vez mais ambiciosos de remuneração do capital investido. São argumentos válidos. Mas, na prática, apesar dos progressos em termos de regras de governação das grandes empresas - de capital mais disperso -, tem vigorado uma grande independência entre a rentabilidade e os salários dos gestores, sendo frequente haver redução de lucros e aumento da retribuição dos executivos. Essa tem sido, aliás, a prática nas empresas cotadas na bolsa portuguesa.
A análise aos números de 2007 das cotadas do PSI-20 parece contar uma história diferente. Pela primeira vez, verifica-se uma correlação positiva entre a redução dos lucros e os salários dos gestores. Aprofundando, podemos estar perante uma ilusão de óptica: tirando o efeito de dois casos desviantes - BCP e Semapa - os salários continuam a crescer acima dos resultados.

ZON com lucro de 20.9 milhões de euros

A Zon Multimédia terminou os primeiros três meses do ano com um resultado líquido de 20,9 milhões de euros, traduzindo uma subida de 12,6% face aos homólogos 18,5 milhões de euros, e acima dos 19,6 milhões de euros esperados pelos analistas.
Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Zon explica que o lucro líquido verificado no trimestre resulta do crescimento das receitas e dos resultados operacionais. Além disso, o resultado líquido foi afectado por amortizações de imobilizado corpóreo e incorpóreo no valor de 27 milhões de euros, pelos custos com juros líquidos, que sofreram um aumento anual de 12% para 2,2 milhões de euros, resultante de um acréscimo do nível médio da dívida bruta, e pelo imposto sobre o rendimento, que aumentou 9,3% para 7,4 milhões de euros.
As receitas operacionais cresceram 9,1% para os 188,1 milhões de euros entre Janeiro e Março de 2008, com destaque para o crescimento dos negócios de TV por Subscrição, Banda Larga e Voz, que aumentaram 8,7% para 166,5 milhões de euros.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Petróleo ao largo da costa angolana

A petrolífera italiana Eni, que é accionista de referência da Galp Energia, anunciou hoje ter efectuado "uma importante descoberta petrolífera" ao largo da costa angolana, em parceria com a Sonangol, petrolífera estatal deste país.

"Durante testes de produção, o poço produziu petróleo de excelente qualidade, e em maiores quantidades do que o esperado. As dimensões do campo e os resultados são melhores do que o estimado", diz a Eni.

Valor das casas cai no primeiro trimestre

O valor médio de avaliação bancária das habitações no Continente, caiu 0,9%, no primeiro trimestre deste ano, para 1.220 euros por metro quadrado. Portugal acompanha assim a tendência dos restantes países europeus onde o sector imobiliário tem vindo a registar desvalorizações acentuadas.
O valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se, no primeiro trimestre de 2008, em 1220 euros/m2, correspondendo a um decréscimo trimestral de 0,9% e homólogo de 1,5%, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Por regiões, apenas o Alentejo e o Norte registaram variações trimestrais positivas, de 1,4% e de 0,3%, respectivamente. Nas restantes regiões, destaque-se o decréscimo de 2,9% verificado na região do Centro.
Na Área Metropolitana de Lisboa, a variação face ao trimestre anterior foi nula, enquanto na Área Metropolitana do Porto se verificou um aumento de 0,3% do valor médio de avaliação bancária de habitação.
Em termos homólogos, todas as regiões registaram diminuições, a mais intensa das quais na região do Centro (-4,9%).
No caso dos apartamentos, o valor médio da avaliação bancária no Continente diminuiu 0,1% face ao trimestre anterior e 1,4% face ao trimestre homólogo.
Em relação às moradias, o valor médio de avaliação bancária no Continente registou uma variação trimestral de -2,2% (0,4% no trimestre anterior) e uma variação homóloga de -2,3% (-0,7% no trimestre homólogo).

Alemães em risco de pobreza

Mais de 10Milhoes de pessoas poderam estar a caminho da pobreza em 2020 (12% da população) se motor da economia da Europa, não voltar a um crescimento do PIB acima dos 3% ao ano.

Estes factos estão a deixar a classe média alemã (que há oito anos constituía 62% da população e actualmente não chega aos 50%) cada vez mais preocupada.

É de alertar para o facto de as autoridades políticas terem feito crescer a despesa pública e deixado cair as receitas. Os gastos com o apoio social – nomeadamente com os 9% de desempregados – e a diminuição dos impostos podem estar a levar a economia alemã para um beco sem saída.

Deste modo é necessário estabelecerem-se novas políticas estruturais para dar a volta a esta situação.

Cinco empresas que podem brilhar como optimismo nas bolsas

Gsonae, semapa e teixeira duarte são as acções com maior potencial de valorização na bolsa portuguesa se o optimismo dos investidores vier para ficar. Por sua vez, a REN é a única cotada do PSI 20 que está sobreavaliada.

A Sonae Indústria surge no topo do ‘ranking’ com um ‘target’ médio de 9,37 euros, ou seja, mais 106,39% que a actual cotação das acções.
Da mesma forma, os especialistas acreditam que os títulos da Sonaecom podem duplicar o seu valor com uma recuperação dos mercados accionistas.
Em terceiro lugar aparece a Sonae SGPS que, aos preços actuais, tem um potencial de subida de 75%.
Os accionistas do grupo Sonae são os que mais poderão beneficiar com a recuperação das bolsas, no entanto são os que mais perderem em 2008.
No ‘top 5’ surgem ainda as acções da Semapa e da Teixeira Duarte. O preço-alvo médio da Semapa pode, no entanto, ser revisto em baixa em reacção à queda dos lucros de 48% no primeiro trimestre.
A Teixeira Duarte, por sua vez, ganhou visibilidade com a entrada para o PSI 20 e, como quarto maior accionista do BCP com 6,68% do capital, está permanentemente “dependente” das acções do maior banco privado português.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O problema mundial da escassez dos alimentos



Todos os quatro cantos do mundo neste momento atravessam uma grande escassez de alimentos, sendo esta mais intensamente sentida por cerca de cem milhões de pessoas.



A crescente procura de alimentos e o facto de existirem cada vez mais pessoas a comerem melhor e a terem uma alimentação de qualidade, fazem com que se desenvolva uma insuficiência destes mesmos. O facto das últimas colheitas de cereais terem sido desastrosas agrava este problema, que só poderá ser vencido com um crescimento elevado de produção e um investimento maior em alargar os solos aráveis nos Países em Desenvolvimento, investindo-se assim numa melhor técnica e melhores apoios.


Pelo simples facto de as matérias-primas, assim ficarem mais caras, os agricultores temem em investir na sua área. Deste modo, a ONU tenta disponibilizar cerca de 1600milhões de euros para o apoio aos Países mais afectados por esta crise, cria um gabinete especial, e pede aos países exportadores (como o Brasil) para não restringirem as suas exportações, de modo a facilitar o comércio livre. Em todo o mundo fazem-se, igualmete esforços para se fornecerem 3600milhões de euros para sementes nos países em desenvolvimento.
É importante lembrar que Portugal não é claramente auto-suficiente, importa 90% dos alimentos que consome. A sua maior dependência reside nos cereais, tornando-se unicamente auto-suficiente no vinho e no leite, que ainda consegue exportar de forma a não formar dependência.


A um nivel geral, o preço do trigo subiu cerca de 130%, do arroz 75%, e do milho 35%. Este facto deve de claramente preocupar toda a população mundial, já que por uma regressão no sistema alimentar, provoca um maior índice de fome, que poderá ainda levar a uma revolta social a uma escala catastrófica.

Petróleo pode chegar aos 150 dólares o barril até ao final do ano

Boone Pickens, fundador e presidente da BP Capital, acredita que o petróleo pode subir para entre 125 e 150 dólares o barril até ao final deste ano.
Boone Pickens acredita que na segunda metade do ano os preços subirão substancialmente, relativamente ao valor actual.
“Quando ouço os políticos fico divertido quando querem fazer baixar o preço do petróleo, porque se conseguirem diminuir o preço, isso irá encorajar mais o uso, o que, por sua vez, aumentará a procura, fazendo com que o preço suba imediatamente acima do nível em que estava anteriormente”,afima Pickens.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pão pode vir a custar 15cêntimos

A indústria panificadora em Portugal diz que para sobreviver terá de aumentar o preço do pão em 50%. Nos últimos dias o alqueire atingiu os 12 dólares (7,96 euros). Uma das razões apontadas para o percalço deve-se ás péssimas colheitas relativas ao ano transacto, que desencadeou o pior nivel das reservas mundiais de trigo. As industrias da panificação e da moagem estão a entrar em “pânico”.
O presidente da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Carlos Alberto Santos declarou ao matutino que “sendo realista” o paposeco poderá vir a custar entre 15 e 16 cêntimos.
Hoje custa 10. No entanto, há três anos custava oito. Os preços da tonelada de farinha refecte também a situação, que em 2006 custava 350 euros, aumentou para 450 – preço actual – e nos próximos meses pode alcançar os 600 euros.

Certificados voltam a ser atractivos.

Os certificados de aforro voltaram a dar lucro, coisa que já não acontecia desde 2000. O que possibilitou isto foi a subida da Euribor que empurra os certificados de aforro para novos máximos. Juros da série C vão chegar aos 3,83% em Maio. E a tendência é para subirem.

Carlos Costa Pina, tem vindo a defender que os certificados de aforro continuam a ser atractivos. O secretário de estado do tesouro e finanças afirmou na quinta-feira passada que “não há produto, tendo em conta outros que são comparáveis, com melhor combinação de risco e rentabilidade”.

Petróleo bate novo recorde e testa os 120 dólares em Nova Iorque

Os preços do petróleo norte-americano atingiram um novo máximo histórico próximo dos 120 dólares, depois de a britânica BP ter fechado um oleoduto no Mar do Norte e de homens armados terem atacado uma esquadra da polícia em Bonny Island, onde fica localizado um dos maiores terminais de exportação de petróleo e gás da Nigéria.
Na origem deste movimento de subida dos preços do crude está o facto de a BP, segunda maior petrolífera da Europa, ter anunciado este domingo o encerramento de um oleoduto do Mar do Norte responsável pelo transporte de 40% do petróleo produzido no Reino Unido, devido a uma greve de dois dias numa refinaria na Escócia que fornece energia ao sistema. O oleoduto Forties Pipeline System transporta cerca de 700 000 barris por dia de crude oriundo de mais de 50 campos petrolíferos do Mar do Norte.Para além deste factor, o ataque a uma esquadra da polícia, na Nigéria, que resultou na morte de cinco polícias e apreensão de armas e munições, também contribuiu para a alta das cotações do 'ouro negro'. Antes deste incidente, a produção do país já tinha sido cortada para metade em virtude dos ataques e greves a oledutos.

O câmbio euro/dólar atingiu um novo máximo histórico

O câmbio euro/dólar atingiu um novo máximo histórico em 1,5977, muito proximo dos 1.60 ja esperados. Mas agora, é de esperar num curto prazo um movimento de correcção com alguma expressão.

domingo, 27 de abril de 2008

500 mil famílias perdem abono

Meio milhão de agregados familiares perdeu o direito ao abono de família, avança a edição de hoje do jornal Correio da Manhã. O facto surge porque a Segurança Social considera que os rendimentos dos trabalhadores independentes são constituídos por "todos os proveitos sem consideração de quaisquer descontos relativos a despesas, custos ou outras deduções". Uma interpretação contestada pela Provedoria de Justiça e por vários especialistas, que consideram "estarmos em presença de uma atitude de má-fé" por parte do Estado.
Segundo apurou o Correio da Manhã junto da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), cerca de 500 mil famílias estão a ser atingidas por esta interpretação restritiva do decreto-lei 176/2003 de 6 de Agosto, que define as bases da atribuição do abono de família.
De acordo com contas feitas pela CTOC, e tomando por base um agregado familiar com dois filhos (com direito a abono), as poupanças realizadas pelo Estado com esta medida podem chegar aos 50 milhões de euros por mês.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Preço do arroz bate novo recorde

O arroz, responsável pela alimentação de três mil milhões de pessoas, atingiu esta madrugada um novo máximo de sempre, depois de um responsável do Banco Mundial ter dito que está preocupado com a possibilidade de a Tailândia seguir o exemplo de outros países asiáticos e restringir as exportações daquele cereal, agravando a actual crise alimentar global.
Mafalda Aguilar
O arroz subiu 2,3% para os 24,745 dólares por cada 45,4 quilos em Chicago, mais dobro do preço face há um ano. O milho alcançou os 6,0525 dólares o alqueire, perto do recorde de 6,23 dólares registado no dia 17 de Abril.
O vice-presidente do Banco Mundial para o departamento Ásia e Pacífico, James Adams, mostrou-se preocupado com o facto de importantes exportadores de arroz terem restringido as vendas ao estrangeiro e de que a Tailândia, que representa cerca de um terço das exportações mundiais daquele cereal, venha a seguir o mesmo exemplo.
"Se um importante exportador como a Tailândia limitar as vendas ao estrangeiro, seria o mesmo que Arábia Saudita reduzisse as exportações de petróleo. Quanto mais países restringirem as suas exportações, mais forte se torna a pressão para a Tailândia fazer o mesmo", afirmou James Adams, numa entrevista dada esta semana, citada pela Bloomberg.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Nos últimos meses foram retirados milhões de euros em certificados

Desde a entrade em vigos do novo regime os portugueses etão a fuigr dos certificados de aforro. Foram retirados. no total mais de 500 milhões de euros destes produtos de poupança, apenas nos últimos dois meses.
Deste valor, 242 milhões de euros foram amortizados em Março. Ao mesmo tempo, o número de adesões à nova série mantém-se fraco, ficando nos dois últimos meses muito abaixo do valor subscrito só em Janeiro.

Novos fundos vão permitir proteger fortunas do Fisco

Criar um "trust" em Portugal poderá tornar-se possível brevemente. O Governo tem pronto um pedido de autorização legislativa onde consagra a criação desta figura, que, na prática, vem permitir ao titular de um determinado património transferi-lo para um fundo (o "trust português"), pondo-o a salvo dos credores - privados ou públicos, como o Fisco e a Segurança Social.
A nova figura gozará ainda de "benefícios" fiscais - a transferência do património para o referido "trust" está isenta de vários impostos como IRS, IRC.

Petróleo continua a subir e atinge máximos históricos

Em Nova Iorque
Petróleo acima dos 113 dólares

O petróleo seguia pouco alterado em Nova Iorque, continuando acima dos 113 dólares por barril, enquanto o “brent”, em Londres, registava uma ligeira quebra, ainda que continuasse acima dos 111 dólares por barril. A matéria-prima tendia a aliviar dos máximos históricos registados na sessão de ontem, enquanto aguardava pela divulgação do relatório semanal de stocks petrolíferos nos EUA.
O West Texas Intermediate (WTI)
, negociado em Nova Iorque, descia 0,10% para os 113,68 depois de ontem ter chegado ao valor mais alto de sempre nos 114,08 dólares. Já o "brent" do Mar do Norte , transaccionado em Londres, perdia 0,12% para os 111,45 dólares, sendo que ontem chegou a valer 112,08 dólares, o que representa também um máximo histórico.
A favorecer a contínua escalada dos preços do petróleo tem estado o aumento global da procura pela matéria-prima e a fraqueza do dólar. Os investidores têm procurado o mercado das "commodities" como alternativa de investimento já que os retornos têm sido mais elevados face a outros investimentos como as acções e obrigações.
Ao início da tarde, o Departamento de Energia norte-americano irá revelar o relatório semanal de "stocks" petrolíferos do país. Os analistas consultados pela agência Bloomberg prevêm que os inventários de gasolina, na semana passada, tenham recuado em 1,8 milhões de barris, enquanto as reservas de crude terão subido em 1,8 milhões de barris.

Inflação de Março revista em alta para valor recorde nos 3,6%

O Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor dos Quinze países que utilizam o euro atingiu os 3,6% no mês passado, o valor mais elevado desde que existe a zona euro, devido à subida dos preços da Energia e da Alimentação.
Segundo os dados divulgados pelo Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat), os valores da inflação de Março foram revistos em alta para os 3,6%.
Os valores foram superiores aos valores esperados pelos analistas, que previam um aumento de apenas 0,9%,em termos mensais e uma subida homóloga de 3,5%.
Os peritos notam que, com estas leituras, é cada vez menos provável que o Banco Central Europeu (BCE) venha a baixar em breve as suas taxas de juro, uma vez que a inflação se encontra num nível bastante superior ao limite de 2% do próprio BCE.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Investir na Bolsa

O investimento na bolsa pode muitas vezes parecer um jogo. A emoção das subidas e das quedas, os movimentos surpreendentes de alguns títulos, os vencedores e os vencidos. No entanto, um investidor não pode encarar este mundo desta forma, pois arrisca-se seriamente a sair dele como um dos derrotados.

A bolsa é na realidade um assunto muito sério. Cada investimento que é feito representa um compromisso de capital e por isso há que actuar nos mercados de forma responsável, conhecedora e precavida.

Deste modo, é essencial que cada decisão seja tomada com conhecimento de causa e não por mero acaso. Não se baseie só em opiniões de amigos, em boatos do mercado ou num simples pressentimento. Procure sempre o máximo de informação sobre o título em que pensa e esteja atento a opiniões dos avalistas.

Depois, é também importante não apostar tudo num número reduzido de títulos. A diversificação é muito importante por forma a reduzir o risco.

Mais seguros também são os títulos com mais liquidez, normalmente aqueles que estão incluídos nos principais índices. E sem dúvida que representarão menos desgostos ao investidor. As empresas de maior dimensão e com uma vida mais tranquila têm necessariamente uma rentabilidade mais estável, apesar de poder ser bem menor que o de uma empresa de alto risco.

O investimento em empresas mais voláteis é apenas aceitável para os investidores que estejam atentos a toda a hora aos últimos desenvolvimentos do mercado e da economia, e que possam agir com o máximo de rapidez. O que se tem passado recentemente com os títulos de alta tecnologia de todo o mundo é um exemplo claro disso. Apenas o investidor hiperactivo pode, com riscos mais reduzidos, controlar as constantes movimentações do mercado.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ricardo Araújo Pereira comenta descida do IVA


Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira
Opinião
1% é melhor que nada (muito ligeiramente, mas é)

As minhas ideias para explorar o povo português são ainda mais pérfidas do que as de José Sócrates, o que é ao mesmo tempo difícil e assustador
Se uma pessoa não anda com atenção, deixa-se enganar com facilidade. Segundo a comunicação social, o Governo anunciou uma descida de 1% no IVA. Não é verdade. O que o Governo fez foi anunciar um aumento de 1% no IVA. Vamos lá pensar bem nisto: há uns meses, aumentaram o IVA em 2%. Agora, tiraram 1%. O resultado é que, desde que este governo foi eleito, o IVA aumentou 1%. É uma excelente ideia, mas podia ser melhor. Realmente bem pensado seria José Sócrates anunciar, no primeiro mês de governação, um aumento do IVA de 250%. Depois, todos os meses anunciava uma substancial descida de 5%. No fim do mandato ainda teria saldo positivo e, quando a comunicação social fizesse um balanço da legislatura, contabilizaria apenas uma medida impopular contra 48 medidas populares. Daqui se conclui que as minhas ideias para explorar o povo português são ainda mais pérfidas do que as de José Sócrates, o que é ao mesmo tempo difícil e assustador.
Não estou a dizer que a ideia do Governo é má, antes pelo contrário. O facto de ser mais sonsa que a minha só lhe fica bem. O conceito é, aliás, tão bom que não ficaria surpreendido se Sócrates o aplicasse a várias outras áreas. Escolher duas ou três medidas impopulares que foram tomadas até meio do mandato e suavizá-las na metade que sobra até às eleições. Por exemplo, abrir meio centro de saúde em cada concelho. Ou avaliar só metade dos professores, e com teste de consulta. Ou ir tirar meia licenciatura. Bom, isso, ao que dizem, já ele fez, e deu sarilho. Esqueçam a última. Mas as outras têm potencial.
Quanto ao impacto que a medida vai ter na economia, permitam-me que manifeste algum receio. Todos sabemos que o povo fazer poupanças de IVA a menos no bolso, assim de um dia para o outro, pode começar a desbaratar. Eu, que não sou excepção, já estou de olho num iate, que vou adquirir só com o que passo a poupar na mercearia.
O ideal seria que a medida fosse acompanhada de, adivinharam, uma acção de sensibilização. Por princípio, apoio todas as acções de sensibilização. Julgo que uma pessoa sensibilizada é uma pessoa melhor. E, se os cidadãos forem sensibilizados no sentido de amealhar todos os cêntimos que pouparão no IVA que deixam de pagar, quando chegarem à idade da reforma aqueles 10 ou 15 euros vão-lhes saber bem. Hoje parece pouco, mas no futuro, com a inflação, parecerá menos ainda.

Novo contrato na Função Pública arranca em 2009

Novo contrato na Função Pública arranca em 2009

O Governo vai iniciar negociações com os sindicatos no dia 23. Saiba o que vai mudar com as novas regras.O objectivo do novo contrato de trabalho da função pública é aproximar a actual legislação laboral da Administração Pública ao regime laboral do sector privado, ou seja, ao Código do Trabalho, mas mantendo as especificidades da função pública.
O que vai mudar na função pública
Uma das principais alterações com o novo contrato de trabalho é que passa a garantir-se aos trabalhadores do Estado o direito à contratação colectiva, tal como já acontece com o privado. Na função pública passam assim a ser permitidos dois tipos de acordos colectivos: de carreira e de entidade de empregadora pública. Os acordos colectivos só podem alterar matérias constantes no contrato de trabalho que sejam mais favoráveis para o trabalhador.No novo contrato de trabalho em funções públicas vai estar prevista a possibilidade de pré-reforma, uma hipótese que já existe actualmente no sector privado. Assim, por acordo entre o funcionário e o empregador, um trabalhador com 55 ou mais anos de idade poderá reduzir ou suspender totalmente o seu período de trabalho, recebendo uma determinada prestação até à reforma. Esta medida vale para todos os funcionários públicos, sejam nomeados ou contratados.O teletrabalho e o trabalho a tempo parcial, que até agora estavam vedados à função pública, vão passar a ser possíveis com a entrada em vigor do novo contrato de trabalho. O trabalho a tempo parcial corresponde a um período normal de trabalho semanal igual ou inferior a 75% do praticado a tempo completo. Deverá dar-se prioridade a “trabalhadores com responsabilidades familiares”, lê-se na proposta do Governo.
O que não vai mudar na função pública
Ao contrário do que tinha dito inicialmente o Governo, o regime de férias mantém-se. Aqui não há convergência com o sector privado, o que significa que a função pública mantém um regime bem mais vantajoso: são 25 dias úteis de férias que aumentam em função da idade e da antiguidade. No privado, são 22 dias úteis que aumentam até um máximo de 25 dias se o trabalhador não tiver faltado.O regime de faltas e licenças também se mantém quando entrar em vigor o novo contrato de trabalho da função pública. Em matéria de despedimentos, não há alterações. Os actuais trabalhadores nomeados que passarem para o novo contrato mantêm o regime actual nesta matéria. Quanto aos actuais contratados do Estado (contrato individual de trabalho), continuam a reger-se pelo Código do Trabalho, tal como já acontece actualmente. Aos futuros trabalhadores aplicar-se-á o despedimento por inadaptação.A actual legislação sobre formação profissional da função pública mantém-se, não havendo convergência neste capítulo com o Código do Trabalho. O princípio geral é de que “a entidade empregadora pública deve proporcionar ao trabalhador acções de formação profissional adequadas à sua qualificação”.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O melhor curso para o meu futuro

Depois da publicação anterior sobre as universidades onde existem os cursos de economia e gestão, achamos pertinente pubicar também uma nova onde estivessem alguns dos possiveis cursos que alunos do Curso de Ciência Socio-económicas poderão seguir ao candidatar-se ao ensino superor.


Assim, no momento da escolha do curso a frequentar, irão ter ao dispor algumas das seguintes opções:

-Administração e Finanças
-Administração e Gestão de Empresas / de Negócios Portuários
-Administração e Gestão Pública
-Administração Pública
-Auditoria e Fiscalidade
-Ciências Económicas e/ou Empresariais

-Comércio (poderá ser comércio Internacional)
-Contabilidade
-Contabilidade e Administração
-Contabilidade e Auditoria
-Contabilidade e Finanças (pderão ser Finanças Públicas)
-Contabilidade e Fiscalidade
-Contabilidade e Gestão (poderá ser Gestão Financeira ou Pública)
-Contabilidade e Informática

-Contabilidade, Fiscalidade e Auditoria
-Direcção e Gestão Hoteleira
-Economia
-Finanças (poderão ser Finanças Empresariais)
-Finanças e Contabilidade
-Fiscalidade

-Gestão
-...

Poderão ainda ser escolhidos vários cursos que envolvam a Gestão, com por exemplo:

-Gestão e Administração Hoteleira/Pública/de Seviços de Saúde
-Gestão Bancária
-Gestão Comercial e Contabilidade
-Gestão de Comércio e Serviços

-Gestão e Contabilidade
-Gestão de Empresas
-Gestão Financeira e Fiscal
-Gestão Hoteleira
-Gestão Imobiliária
-Gestão de informação
-Gestão Internacional
-Gestão de Marketing e Publicidade
-Gestão Pública e Autárquica
-Gestão de Recursos Humanos
-Gestão de Transportes


É importante ainda destacar que a maioria destes cursos ligados naturalmente á Gestão, serão maioritariamente encontrados em Institutos Politécnicos.

Manuel Pinho diz que descida do IVA equivale ao pagamento de cinco semanas de electricidade

O ministro da Economia e da Inovação salientou no parlamento a importância da redução do IVA em um ponto percentual, considerando que tal medida representa 500 milhões de euros, o equivalente ao pagamento de electricidade pelos portugueses durante cinco semanas. O ministro reagiu às críticas do PSD que afirmou "nunca" ter visto o ministro "a ter uma opinião sobre a redução do IVA" de 21 para 20 por cento "ou sobre a política fiscal" e de uma forma simples Manuel Pinho, mostrou o impacto que essa redução tem na economia do país. O mesmo aproveitou então para focar o "investimento positivo na economia" e "reafirmar a maior exigência relativamente às finanças públicas".

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Entrada da universidade

O final do ano aproxima-se, e a decisão da universidade a frequentar está perto.
Na nossa área existem várias opções entre as quais:
Economia:
Faculdade de economia do Porto.
Universidade nova de Lisboa.
Faculdade de economia da universidade de Coimbra
Universidade Católica portuguesa
Faculdade de economia da universidade do Algarve

Universidade Lusófona
Universidade do Minho

Gestão:
Universidade do Minho
Universidade Lusófona
Universidade do Algarve
Universidade Católica
Faculdade de economia da universidade de Coimbra

Este grupo espera que com esta informação a vossa escolha esteja mais facilitada.

Angola deverá abrir Bolsa de Valores ainda em 2008

Está previsto para meados de Outubro a abertura da Bolsa de valores Angolana, tentando estar em pé de igualdade com as principais líderes, África do Sul e da Argélia, segundo o presidente executivo da Comissão do Mercado de Capitais, Cruz Lima.
Em declarações à Angola Press, Cruz Lima afirmou:"Estamos cientes que temos muito trabalho pela frente. Será muito difícil, em tão pouco tempo, estarmos à frente dos outros países relativamente avançados, mas nós estamos seguros daquilo que queremos, por isso avançamos com a iniciativa"
A Bolsa de Valores e Derivativos de Angola conta já com 27 subscritores e um montante de 16 milhões dólares para a sua constituição. Entre os subscritores da bolsa constam a Sonangol, a Endiama, a Ensa, FDES, BPC, BIC, BFA, BAI, Grupo António Mosquito, Sistec e Chicoil.
Para as empresas estarem cotadas na bolsa e merecerem a aceitação de eventuais investidores devem ter uma contabilidade semestral regularizada, um histórico de três anos e todas as contas auditadas.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Portugueses poupam 66 euros por mês para PPR do Estado

Após o primeiro mês de existência do Plano Poupança Reforma do Estado já é possível fazer um balanço da adesão. Em média, os denominados certificados de reforma receberam 100 subscrições por dia, com cada português a contribuir com 66 euros. Podemos ainda referir que a maior fatia dos que aderiram a este complemento têm rendimentos baixos.

O presidente do Instituto de Gestão do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (IGFEFSS), faz um balanço extremamente positivo das perto de 2500 adesões registadas no primeiro mês de vida do novo instrumento de poupança do Estado. O certificado de reforma, lançado no dia 1 de Março, permite aos trabalhadores descontarem uma percentagem do salário para um complemento, a receber no fim da vida activa.

Abertura em queda do PSI 20

Acompanhando as descidas das suas "companheiras" europeias, a praça nacional iniciou a sessão de hoje em terreno negativo, receando-se uma possivel recessão dos Estados Unidos.


O PSI 20 descia 0.45% para os 10 499,13 pontos, acompanhando o pessimismo vindo do exterior relativamente ao abrandamento económico norte-americano, o qual terá efeitos negativos na economia europeia, talvez mais graves do que o que parece.


É de destacar a descida de 1,27% para os 1,55€ da Teixeira Duarte, que na sexta-feira revelou ter registado um aumento do seu lucro líquido de 7% para os 122,2 milhões de euros em 2007.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

PSI 20 acompanha ganhos das bolsas mundiais

A praça nacional começou a primeira sessão da semana em alta, a beneficiar do sentimento positivo vindo do exterior devido às expectativas de que as principais seguradoras de obrigações irão conseguir manter as suas notações de crédito, limitando assim as perdas derivadas da crise do crédito hipotecário de alto risco nos EUA.
Pedro Duarte

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PSI 20 abre negativo com mau sentimento vindo do exterior

A praça nacional iniciou a primeira sessão da semana em queda, acompanhando a tendência menos positiva dos restantes países da Europa, que descem devido ao aumento dos receios relativos ao impacto da crise no mercado de crédito na Economia.
Às 8h08, o PSI 20 descia 0,32% para os 11 169,81 pontos, com 18 dos 20 títulos que integram o índice em terreno negativo.
Os especialistas explicam que os temores de um alastramento dos efeitos da crise do crédito está a levar os investidores a manterem-se à margem dos mercados accionistas, levando à queda das praças europeias, não sendo Portugal uma excepção.
Assim, dos títulos com mais peso na ponderação do índice de referência nacional, o BCP e a PT descem ambos em 0,80% para os 1,87 e 8,63€, respectivamente. O único título em terreno positivo, e que impede uma queda maior do índice, é o da EDP, que sobe 0,73% para os 4,12€.
Já a Galp Energia desce 0,29% para os 17,10€, enquanto o BPI cai 0,92% para os 3,24€. Nota ainda para a queda em 2,13% para os 3,21€ da REN, enquanto a Impresa recua 1,44% para os 1,37€ e a Soares da Costa desce 1,7% para os 1,73€.
Fora do PSI 20, a Teixeira Duarte perde 2,50% para os 1,56€.
O título mais transaccionado é o do BCP, com 471 166 acções negociadas, seguido pela EDP e Sonae SGPS, com 117 396 e 110 032 papéis movimentados, respectivamente.
Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, 18 descem de cotação, um (EDP) desce e um (Altri) segue inalterado. O volume total de negócios ascende aos quatro milhões de euros.

Ganhar com as quedas dos mercados

"Incerteza. Medo. Pânico. Abrandamento económico. Recessão iminente. À primeira vista estão reunidos os condimentos para o êxodo dos investidores das bolsas, para desvalorizações das acções e para o aumento da aversão ao risco e da volatilidade.Para não perder dinheiro, os investidores podem refugiar-se em cash, através de depósitos, em fundos de investimento descorrelacionados com os mercados, ou em títulos de natureza mais defensiva. Por outro lado, os analistas recomendam a aposta em large caps (empresas de elevada capitalização), de preferência expostas a diversos mercados, principalmente os emergentes, ou em acções que ofereçam dividendos elevados. Estratégias que procuram anular ou minimizar as perdas em períodos de grande instabilidade nos mercados accionistas. Há ainda especialistas que aconselham os investidores a entrar a pouco e pouco no mercado de acções, a classe de activos historicamente mais rentável. Mas, para além de não perder dinheiro, como tirar partido das quedas para aumentar os ganhos?De risco puro a hedging puro. Segundo diversos brokers, as quedas nas bolsas não significam necessariamente perdas nas rendibilidades. Existe um conjunto de instrumentos financeiros que permite apostar nas quedas dos mercados para ganhar dinheiro (ver caixa ao lado). O responsável pela área de gestão de activos da Luso Partners refere-os: “Opções, contract for difference (CFD), warrants e futuros são os quatro instrumentos que permitem fazer isso”. Entre estes, o director da Orey Valores, Pedro Borges, e o administrador da Dif Broker, Paulo Pinto, preferem os CFD. “As melhores estratégias são sem dúvida os CFD porque não têm maturidade (não há um momento para fechar posições), não têm strike (preço de exercício) e têm sensivelmente a mesma alavancagem que as opções ou os warrants”. Os mesmos motivos são apontados por Pedro Borges. O responsável acrescenta que é o mercado que faz o processo e define o preço. Pedro Borges classifica o produto como “o mais eficiente” e explica como funcionam: “O CFD é como uma acção, mas permite entrar curto e manter essa posição enquanto se quiser”. Na gíria, o “estar curto” ou shortar significa tomar uma posição que permita lucrar com a queda dos activos, mas que tem o risco de incorrer em perdas caso a cotação do activo suba. E, nestes instrumentos derivados, pode haver recurso a alavancagem até dez vezes para CFD de acções e até 20 vezes para CFD de índices, o que potencia os ganhos, mas também acarreta o risco de multiplicar as perdas. No entanto, Paulo Pinto afirma que “não há remédios milagrosos na actuação do investidor no mercado. Aquilo que é mais importante é saber qual a direcção do mercado”. O que não é tarefa fácil. Daí que este tipo de instrumentos possa ser utilizado como uma vertente de hedging, ou seja, de cobertura do risco. Nuno Serafim afirma que “todas as estratégias que permitam a facilidade de hedging são positivas e de aproveitar em situações como a actual”. Ressalva, no entanto, que “é necessário as pessoas conhecerem bem os produtos, já que são mais sofisticados que os produtos normais”. Muitas plataformas de negociação online disponibilizam uma demonstração, onde se pode experimentar negociar estes instrumentos com dinheiro fictício.Cobrir as carteiras. Pedro Borges observou que dada a instabilidade e as quedas nos mercados, muitos clientes começaram a abrir posições curtas desde 20 de Janeiro. A ideia é a seguinte: “Se tiver uma carteira de acções da qual não me quero desfazer, posso replicar a minha carteira através de posições curtas”, para compensar as descidas. O responsável da Orey Valores afirma que um dos títulos onde se notou mais a utilização destas estratégias foi na Sonae SGPS, já que as quedas foram muito fortes. “Os investidores ou conseguem sair quando ainda vão a tempo de amenizar as perdas, ou então começam a entrar em CFD”. Para Paulo Pinto “a protecção da carteira é exactamente como um seguro: tem sempre que ter um custo”. Adianta que “o nível de protecção de uma carteira depende daquilo que as pessoas perspectivam em relação ao futuro do mercado e aquilo que pretendem ter como protecção para que se sintam confortáveis no mercado”. No entanto, entende que “a protecção da carteira é um factor importante para quem tem carteiras grandes que não sejam suficientemente ágeis na negociação do mercado”. Já para “quem tiver 100 acções em carteira não tem que estar preocupado em proteger a carteira, mas sim em saber para que lado vai o mercado”.Outra forma de tentar obter ganhos com as quedas, mas sem se ter de dominar este tipo de instrumentos é, segundo Nuno Serafim, a exposição a hedge funds. “São um dos poucos veículos em que se pode ganhar dinheiro em momentos de mercado menos bons porque são muito sofisticados e utilizam todo este tipo de estratégias para ganhar dinheiro”, justifica. Mercados em queda, ganhos em alta?"

Opinião de Catarina Melo e Rui Barroso, no Semanário Económico, em 11-02-2008

Seat pondera transferir produção do novo Ibiza para o México

A Volkswagen está a ponderar transferir a parte da produção do novo modelo Seat Ibiza para o México, numa altura em que a marca quer aumentar as vendas naquele país.

A notícia é avançada pelo "El Economista" que cita um porta-voz da Seat.
A Seat, unidade espanhol do grupo Volkswagen, está a considerar a hipótese de transferir a produção do modelo, em parte devido á valorização do euro, que tornou as exportações para aquela região mais caras.
O jornal adianta que a Seat poderá começar a construir o novo modelo do Ibiza na cidade mexicana Puebla a partir do próximo ano.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cada vez mais portugueses emigram para Espanha

Número de trabalhadores portugueses em Espanha continua a subir
O número de trabalhadores portugueses em Espanha subiu quase quatro por cento entre Janeiro e Abril de 2007, sendo mais 80 mil o número de inscritos na Segurança Social espanhola.
Os trabalhadores portugueses representam já 12 por cento do número total de imigrantes em Espanha provenientes da União Europeia (625.454).
No Regime Geral da Segurança Social, a maioria dos estrangeiros (403 mil) está no sector da construção, seguindo-se a hotelaria (246 mil).

PSI-20 avança mais de 2% e ultrapassa ganhos da Europa

Num momento que as economias mundiais estão fragilizadas transmitindo essa fragilidade para as bolsas nacionais, a Bolsa de Valores consegue ultrapassar ganhos da Europa, avançando mais de 2%.
O mercado accionista português seguiu em alta de 2,11%, ultrapassando os ganhos dos congéneres europeus, num dia em que os investidores negociaram com mais confiança na expectativa de que a Reserva Federal viesse a cortar a taxa de juro dos EUA na reunião mensal.
No mercado nacional,a EDP suportou os ganhos e subiu mais de 4%.

4 mil contratos ilegais e seis mil salários em atraso apanhados pela ACT

Aumentou 24%, no ano passado, o número de trabalhadores com contratos ilegais detectados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
Nas 16 mil empresas visitadas ao longo de 2007, as mais diversas situações foram: trabalhadores com contratos a termo abusivos, com falsos recibos verdes ou que simplesmente não estavam declarados ao Fisco e à Segurança Social. Em 2006, as pessoas nesta situação eram 3.238.
Este aumento tão significativo pode estar relacionado com o facto de, no ano passado, a antiga Inspecção-Geral do Trabalho ter dado prioridade à vistoria a empresas de risco, nomeadamente dos sectores da construção civil, hotelaria e restauração, onde este fenómeno é mais frequente.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

BPI vale metade do que o BCP ofereceu na OPA

No dia de hoje as acções do BPI estão a ser negociadas a 3.5€, valor que equivale a metade do que foi oferecido por Paulo Teixeira Pinto na OPA, em Abril passado.
O valor de 7€ foi rejeitado pelo conselho de admnistração do BPI que considerava um valor baixo para a instituição e que não servia os interesses dos seus accionistas clientes e colaboradores.

PSI-20 regressa às perdas com "fantasma" da recessão a penalizar bolsas

A bolsa portuguesa voltou mais uma vez, às perdas, em linha com as congéneres europeias, que depois dos mercados asiáticos terem registado fortes perdas, iniciaram a sessão também com desvalorizações consideráveis.
O índice PSI-20 consegui atenuar, contudo, as perdas da abertura e segue a descer 0,70%, onde a EDP e a Altri conseguiram obter as menores desvalorizações.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Empresas aproveitam crise na bolsa

Com as descidas verificadas na bolsa, algumas empresas aproveitaram para investir.

A Mota-Engil é a empresa que mais tem reforçado a sua carteira, tendo desde 2007 investido três milhões de euros na aquisição de acções próprias. Isto significa que as suas pórprias acções estão baratas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Idade da Reforma cresce um a dois anos até 2030

Quem começar a descontar agora trabalha até aos 68 anos.

Os trabalhadores que se encontram actualmente a meio da sua carreira e que tencionam reformar-se em torno de 2030 vão ter de descontar mais um a dois anos para anular o efeito do factor de sustentabilidade. Este factor reduz o valor das reformas em função do aumento da esperança média de vida (EMV) aos 65 anos.
Para compensar este corte, os trabalhadores têm duas alternativas: ou trabalham mais tempo ou fazem descontos adicionais para fundos de pensões (públicos ou privados). A primeira opção deverá ser a mais frequente.

Quanto ao próximo ano...

O Governo divulgou recentemente o efeito do factor de sustentabilidade em 2008, o seu primeiro ano de aplicação: as pensões vão sofrer um corte de 0,56%, motivado pelo aumento da EMV aos 65 anos de 17,89, em 2006, para 17,99 anos, em 2007. Assim, os trabalhadores que tencionem reformar-se este ano (funcionários públicos incluídos) vão ter de trabalhar mais algum tempo além dos 65 anos. Quanto? Depende da sua carreira contributiva, pois a taxa de bonificação por cada mês adicional de trabalho varia em funções disso. Para quem perfaça 65 anos em 2008 e tenha uma carreira contributiva entre 15 e 24 anos, a taxa de bonificação é só de 0,33%, o que significa que terá de descontar quase dois meses além dos 65 anos. Se tiver 25 a 34 anos de descontos, terá de trabalhar mais um mês. Se a sua carreira contributiva se situar entre os 35 e os 39 anos, o número de dias de trabalho adicional será inferior a 30. E se tiver mais de 40 anos de carreira, bastar-lhe-á trabalhar só mais duas semanas.

...E nos anos que se seguem??

Para os restantes anos, o raciocínio é análogo.
Os trabalhadores que entrem este ano no mercado de trabalho, a idade de reforma deverá rondar os 68 caso cheguem a 2048 com 35 a 39 anos de carreira. Porém, se tiverem uma carreira completa de 40 anos - o que implica nunca passar por situações de desemprego ou de emprego informal -, só terão de trabalhar até aos 67 anos.

A verdadeira taxa de inflação.


"Finalmente temos a taxa de inflação devidamente apurada.Pelo menos assim se espera.De qualquer forma, estes atropelos e soluços não são surpreendentes, afinal, o assunto é repetente pelo menos há dez anos.O que causa estranheza, ou nem por isso, é o facto de ninguém fazer nada para inverter tal situação. E não adianta levantarem-se agora determinadas vozes, pois quando tiveram direito, oportunidade e poder de decisão, ficaram-se pelos mesmos resultados, não fazendo mais que o mesmo.O que preocupa num cálculo errado da taxa de inflação é que todas as medidas tomadas a jusante ficam completamente desvirtuadas e erradas.E os prejudicados são, invariavelmente o “Manel e a Maria”.A partir desses dados são extrapoladas determinadas medidas que saem enviesadas e desajustadas da realidade e consequentemente das necessidades.A mais evidente, porventura, é o ajustamento dos salários que são efectuados em baixa e obviamente que condicionam o poder de compra dos consumidores.Acontece, porém, que a maior parte dos salários dos Portugueses já estão hipotecados ao mês anterior, e isso obviamente remete-nos para elevadas taxas de crédito mal parado junto da Banca e das instituições financeiras.No entanto, há pelo menos mais duas considerações que nos merecem alguma reflexão.A primeira é a de tentar perceber de uma vez por todas porque é que estes erros acontecem, uma vez que são demasiadamente repetitivos.Será que a máscara de resultados é uma legítima forma de comunicar com os cidadãos?A segunda tem a ver com as extrapolações que vão sendo feitas diariamente, e baseadas em determinados pressupostos. Ora, se as premissas de entrada estão erradas, logo as conclusões também, e portanto chegamos à brilhante conclusão que, afinal de contas, andamos todos enganados.Finalmente, e numa análise meramente empírica, é sentida uma enorme frustração, pois os sacrifícios que vão sendo suportados por todos os portugueses não se traduzem numa evolução positiva real, mas sim numa evolução positiva intermédia ou provisória, que quando devidamente acertada para valores definitivos se espelha numa evolução que em alguns casos e áreas é negativa.Então porquê o esforço? Qual a recompensa por tanto sacrifício?Não adianta levantarmos as bandeiras por não fazermos orçamentos rectificativos, quando, na verdade os mesmos eram mais que necessários e justificáveis, ainda para mais quando a realidade económica do país tanta prudência aconselha.E agora? Que se pode esperar para este jovem 2008? Vamos continuar a trabalhar em falso, ou de uma vez por todas vamos fazer previsões realistas, que obviamente não sendo as mais simpáticas, seguramente serão as mais fiáveis?Que este exemplo sirva de benchmarking para tudo o resto e que consigamos aprender com os erros e corrigir para o futuro.A instabilidade social que assola o país, e que ainda vai sendo disfarçada e ignorada, todos os dias aumenta com números assustadores, e não é trabalhando os números que a mesma se resolve, antes por medidas concretas e oportunas, que consigam inverter esta “praga” que nos vai assolando.É que a todos nós, incluindo a classe política, pagam-nos para ser eficientes e não para ser simpáticos. Se conseguirmos as duas características tanto melhor, caso contrário, vamos optar pela primeira, até porque as eleições ainda estão longe. "
Opinião de Paulo Peixoto, no Semanário Económico em 18-01-2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Prespectivas para 2008 da economia portuguesa

Com o crescimento das exportações de bens e serviços, bem como do investimento empresarial a economia portuguesa continuou a recuperaçao em 2007.
Embora com o aumento do preço do petróleo e das taxas de juro, foi possivel observar um ajustamento das contas externas portuguesas cumprindo o que se tinha estabelecido com o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Quanto ao consumo privado registou-se uma queda, aumentando assim, a taxa de pouupança das familias portuguesas.
Prevêm-se taxas de crescimento mais próximas das verificadas nos outros paises da zona euro. No entanto as previsões estão sujeitas a um grande nível de incerteza pois a recuperação da economia portuguesa depende da rapidez com que se verifique o retorno da normalidade dos mercados financeiros, nomeadamente os principais destinos da exportações portuguesas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Orçamento de Estado para 2008




Orçamento de estado aprovado apenas com os votos do PS.


PSD, PCP, CDS-PP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista “Os Verdes” votaram contra o Orçamento, mantendo o sentido de voto na generalidade.

Na votação do Orçamento de Estado para 2008 estiveram presentes 221 dos 230 deputados.

Apesar da rejeição de toda a oposição parlamentar, o Orçamento de Estado para 2008 foi aceite, no dia 23/11/2007 .