quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cada vez mais portugueses emigram para Espanha

Número de trabalhadores portugueses em Espanha continua a subir
O número de trabalhadores portugueses em Espanha subiu quase quatro por cento entre Janeiro e Abril de 2007, sendo mais 80 mil o número de inscritos na Segurança Social espanhola.
Os trabalhadores portugueses representam já 12 por cento do número total de imigrantes em Espanha provenientes da União Europeia (625.454).
No Regime Geral da Segurança Social, a maioria dos estrangeiros (403 mil) está no sector da construção, seguindo-se a hotelaria (246 mil).

PSI-20 avança mais de 2% e ultrapassa ganhos da Europa

Num momento que as economias mundiais estão fragilizadas transmitindo essa fragilidade para as bolsas nacionais, a Bolsa de Valores consegue ultrapassar ganhos da Europa, avançando mais de 2%.
O mercado accionista português seguiu em alta de 2,11%, ultrapassando os ganhos dos congéneres europeus, num dia em que os investidores negociaram com mais confiança na expectativa de que a Reserva Federal viesse a cortar a taxa de juro dos EUA na reunião mensal.
No mercado nacional,a EDP suportou os ganhos e subiu mais de 4%.

4 mil contratos ilegais e seis mil salários em atraso apanhados pela ACT

Aumentou 24%, no ano passado, o número de trabalhadores com contratos ilegais detectados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
Nas 16 mil empresas visitadas ao longo de 2007, as mais diversas situações foram: trabalhadores com contratos a termo abusivos, com falsos recibos verdes ou que simplesmente não estavam declarados ao Fisco e à Segurança Social. Em 2006, as pessoas nesta situação eram 3.238.
Este aumento tão significativo pode estar relacionado com o facto de, no ano passado, a antiga Inspecção-Geral do Trabalho ter dado prioridade à vistoria a empresas de risco, nomeadamente dos sectores da construção civil, hotelaria e restauração, onde este fenómeno é mais frequente.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

BPI vale metade do que o BCP ofereceu na OPA

No dia de hoje as acções do BPI estão a ser negociadas a 3.5€, valor que equivale a metade do que foi oferecido por Paulo Teixeira Pinto na OPA, em Abril passado.
O valor de 7€ foi rejeitado pelo conselho de admnistração do BPI que considerava um valor baixo para a instituição e que não servia os interesses dos seus accionistas clientes e colaboradores.

PSI-20 regressa às perdas com "fantasma" da recessão a penalizar bolsas

A bolsa portuguesa voltou mais uma vez, às perdas, em linha com as congéneres europeias, que depois dos mercados asiáticos terem registado fortes perdas, iniciaram a sessão também com desvalorizações consideráveis.
O índice PSI-20 consegui atenuar, contudo, as perdas da abertura e segue a descer 0,70%, onde a EDP e a Altri conseguiram obter as menores desvalorizações.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Empresas aproveitam crise na bolsa

Com as descidas verificadas na bolsa, algumas empresas aproveitaram para investir.

A Mota-Engil é a empresa que mais tem reforçado a sua carteira, tendo desde 2007 investido três milhões de euros na aquisição de acções próprias. Isto significa que as suas pórprias acções estão baratas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Idade da Reforma cresce um a dois anos até 2030

Quem começar a descontar agora trabalha até aos 68 anos.

Os trabalhadores que se encontram actualmente a meio da sua carreira e que tencionam reformar-se em torno de 2030 vão ter de descontar mais um a dois anos para anular o efeito do factor de sustentabilidade. Este factor reduz o valor das reformas em função do aumento da esperança média de vida (EMV) aos 65 anos.
Para compensar este corte, os trabalhadores têm duas alternativas: ou trabalham mais tempo ou fazem descontos adicionais para fundos de pensões (públicos ou privados). A primeira opção deverá ser a mais frequente.

Quanto ao próximo ano...

O Governo divulgou recentemente o efeito do factor de sustentabilidade em 2008, o seu primeiro ano de aplicação: as pensões vão sofrer um corte de 0,56%, motivado pelo aumento da EMV aos 65 anos de 17,89, em 2006, para 17,99 anos, em 2007. Assim, os trabalhadores que tencionem reformar-se este ano (funcionários públicos incluídos) vão ter de trabalhar mais algum tempo além dos 65 anos. Quanto? Depende da sua carreira contributiva, pois a taxa de bonificação por cada mês adicional de trabalho varia em funções disso. Para quem perfaça 65 anos em 2008 e tenha uma carreira contributiva entre 15 e 24 anos, a taxa de bonificação é só de 0,33%, o que significa que terá de descontar quase dois meses além dos 65 anos. Se tiver 25 a 34 anos de descontos, terá de trabalhar mais um mês. Se a sua carreira contributiva se situar entre os 35 e os 39 anos, o número de dias de trabalho adicional será inferior a 30. E se tiver mais de 40 anos de carreira, bastar-lhe-á trabalhar só mais duas semanas.

...E nos anos que se seguem??

Para os restantes anos, o raciocínio é análogo.
Os trabalhadores que entrem este ano no mercado de trabalho, a idade de reforma deverá rondar os 68 caso cheguem a 2048 com 35 a 39 anos de carreira. Porém, se tiverem uma carreira completa de 40 anos - o que implica nunca passar por situações de desemprego ou de emprego informal -, só terão de trabalhar até aos 67 anos.

A verdadeira taxa de inflação.


"Finalmente temos a taxa de inflação devidamente apurada.Pelo menos assim se espera.De qualquer forma, estes atropelos e soluços não são surpreendentes, afinal, o assunto é repetente pelo menos há dez anos.O que causa estranheza, ou nem por isso, é o facto de ninguém fazer nada para inverter tal situação. E não adianta levantarem-se agora determinadas vozes, pois quando tiveram direito, oportunidade e poder de decisão, ficaram-se pelos mesmos resultados, não fazendo mais que o mesmo.O que preocupa num cálculo errado da taxa de inflação é que todas as medidas tomadas a jusante ficam completamente desvirtuadas e erradas.E os prejudicados são, invariavelmente o “Manel e a Maria”.A partir desses dados são extrapoladas determinadas medidas que saem enviesadas e desajustadas da realidade e consequentemente das necessidades.A mais evidente, porventura, é o ajustamento dos salários que são efectuados em baixa e obviamente que condicionam o poder de compra dos consumidores.Acontece, porém, que a maior parte dos salários dos Portugueses já estão hipotecados ao mês anterior, e isso obviamente remete-nos para elevadas taxas de crédito mal parado junto da Banca e das instituições financeiras.No entanto, há pelo menos mais duas considerações que nos merecem alguma reflexão.A primeira é a de tentar perceber de uma vez por todas porque é que estes erros acontecem, uma vez que são demasiadamente repetitivos.Será que a máscara de resultados é uma legítima forma de comunicar com os cidadãos?A segunda tem a ver com as extrapolações que vão sendo feitas diariamente, e baseadas em determinados pressupostos. Ora, se as premissas de entrada estão erradas, logo as conclusões também, e portanto chegamos à brilhante conclusão que, afinal de contas, andamos todos enganados.Finalmente, e numa análise meramente empírica, é sentida uma enorme frustração, pois os sacrifícios que vão sendo suportados por todos os portugueses não se traduzem numa evolução positiva real, mas sim numa evolução positiva intermédia ou provisória, que quando devidamente acertada para valores definitivos se espelha numa evolução que em alguns casos e áreas é negativa.Então porquê o esforço? Qual a recompensa por tanto sacrifício?Não adianta levantarmos as bandeiras por não fazermos orçamentos rectificativos, quando, na verdade os mesmos eram mais que necessários e justificáveis, ainda para mais quando a realidade económica do país tanta prudência aconselha.E agora? Que se pode esperar para este jovem 2008? Vamos continuar a trabalhar em falso, ou de uma vez por todas vamos fazer previsões realistas, que obviamente não sendo as mais simpáticas, seguramente serão as mais fiáveis?Que este exemplo sirva de benchmarking para tudo o resto e que consigamos aprender com os erros e corrigir para o futuro.A instabilidade social que assola o país, e que ainda vai sendo disfarçada e ignorada, todos os dias aumenta com números assustadores, e não é trabalhando os números que a mesma se resolve, antes por medidas concretas e oportunas, que consigam inverter esta “praga” que nos vai assolando.É que a todos nós, incluindo a classe política, pagam-nos para ser eficientes e não para ser simpáticos. Se conseguirmos as duas características tanto melhor, caso contrário, vamos optar pela primeira, até porque as eleições ainda estão longe. "
Opinião de Paulo Peixoto, no Semanário Económico em 18-01-2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Prespectivas para 2008 da economia portuguesa

Com o crescimento das exportações de bens e serviços, bem como do investimento empresarial a economia portuguesa continuou a recuperaçao em 2007.
Embora com o aumento do preço do petróleo e das taxas de juro, foi possivel observar um ajustamento das contas externas portuguesas cumprindo o que se tinha estabelecido com o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Quanto ao consumo privado registou-se uma queda, aumentando assim, a taxa de pouupança das familias portuguesas.
Prevêm-se taxas de crescimento mais próximas das verificadas nos outros paises da zona euro. No entanto as previsões estão sujeitas a um grande nível de incerteza pois a recuperação da economia portuguesa depende da rapidez com que se verifique o retorno da normalidade dos mercados financeiros, nomeadamente os principais destinos da exportações portuguesas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Orçamento de Estado para 2008




Orçamento de estado aprovado apenas com os votos do PS.


PSD, PCP, CDS-PP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista “Os Verdes” votaram contra o Orçamento, mantendo o sentido de voto na generalidade.

Na votação do Orçamento de Estado para 2008 estiveram presentes 221 dos 230 deputados.

Apesar da rejeição de toda a oposição parlamentar, o Orçamento de Estado para 2008 foi aceite, no dia 23/11/2007 .