
Todos os quatro cantos do mundo neste momento atravessam uma grande escassez de alimentos, sendo esta mais intensamente sentida por cerca de cem milhões de pessoas.
A crescente procura de alimentos e o facto de existirem cada vez mais pessoas a comerem melhor e a terem uma alimentação de qualidade, fazem com que se desenvolva uma insuficiência destes mesmos. O facto das últimas colheitas de cereais terem sido desastrosas agrava este problema, que só poderá ser vencido com um crescimento elevado de produção e um investimento maior em alargar os solos aráveis nos Países em Desenvolvimento, investindo-se assim numa melhor técnica e melhores apoios.
Pelo simples facto de as matérias-primas, assim ficarem mais caras, os agricultores temem em investir na sua área. Deste modo, a ONU tenta disponibilizar cerca de 1600milhões de euros para o apoio aos Países mais afectados por esta crise, cria um gabinete especial, e pede aos países exportadores (como o Brasil) para não restringirem as suas exportações, de modo a facilitar o comércio livre. Em todo o mundo fazem-se, igualmete esforços para se fornecerem 3600milhões de euros para sementes nos países em desenvolvimento.
É importante lembrar que Portugal não é claramente auto-suficiente, importa 90% dos alimentos que consome. A sua maior dependência reside nos cereais, tornando-se unicamente auto-suficiente no vinho e no leite, que ainda consegue exportar de forma a não formar dependência.
A um nivel geral, o preço do trigo subiu cerca de 130%, do arroz 75%, e do milho 35%. Este facto deve de claramente preocupar toda a população mundial, já que por uma regressão no sistema alimentar, provoca um maior índice de fome, que poderá ainda levar a uma revolta social a uma escala catastrófica.